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  Outubro/2008
Neste número :
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Sete maneiras de errar

Outubro de 2008

Quais as lições a retirar dos fracassos empresariais mais imperdoáveis dos últimos 25 anos? (+)




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FIDUCIAL abre nova unidade em Lisboa

A Fiducial Portugal tem um novo escritório na capital, localizado na Av. Liberdade. (+)

Contribuintes na lista dos devedores ultrapassam já os 13 mil

DGCI alterou alguns critérios. (+)

Sete maneiras de errar
 

Quais as lições a retirar dos fracassos empresariais mais imperdoáveis dos últimos 25 anos?

Uma empresa perde dinheiro por muitos motivos, motivos que nem sempre estão sob o seu controlo. No estudo efectuado por Paul B. Carrol e Chunka Mui e publicado na Harvard Business Review de Setembro de 2008, descobriu-se que dos 750 fracassos mais significativos nos Estado Unidos nos últimos 25 anos, quase metade poderiam ter sido evitados. Na maioria dos casos, o fiasco foi resultado de falha de estratégias, não de má execução, como é apontado pela maioria da literatura de gestão.

Essas alterações, que envolveram a baixa de investimentos consideráveis, o abandono de linhas de negócio deficitárias ou a quebra da empresa, causaram muitos prejuízos. Para piorar, se tivessem ido conferir a história, os executivos na liderança poderiam ter poupado a empresa e os seus investidores de muitas dores de cabeça. O estudo mostrou reiteradamente que sete estratégias eram as causadoras do insucesso e que os indícios de que eram inadequadas estavam à vista de todos.

As apostas empresariais de que vamos falar a seguir nem sempre são más ideias. Para certas empresas já deram muito dinheiro. O problema é que são atraentes de uma forma que pode levar os gestores a ignorarem sinais de perigo.

A Procura pela Sinergia
Na procura do crescimento, é comum a união de forças com uma empresa que tenha vantagens complementares. Só que o todo nem sempre é maior que a soma das partes. Mesmo quando há sinergia, o entusiasmo em volta disso pode fazer a empresa perder a cabeça. A procura pela sinergia pode ser problemática de maneiras também subtis, como quando os executivos tomam muito tempo e energia dos gestores para promover a sinergia que acabam por perder oportunidades mais frutíferas. E o choque de culturas, habilidades ou sistemas entre empresas pode tornar impossível obter até sinergias que parecem fáceis e óbvias.

Falha na Engenharia Financeira
Práticas financeiras agressivas não levam necessariamente à fraude, mas podem ser perigosas. Há muito em jogo: marcas, reputação e até negócios inteiros podem ruir como consequência. Uma contabilidade financeira engenhosa demais também traz riscos, sobretudo se envolve a procura de formas de aumentar o lucros e garantir uma comissão maior. Técnicas do género costumam pender para a fraude, mesmo se tiverem a aprovação de auditores externos.

Insistir no Caminho de Sempre
Investir ainda mais na estratégia actual em resposta a sinais do mercado é, em si, uma estratégia, e pode ser desastrosa. É comum os executivos iludirem-se, achar que um problema não é tão sério ou esperar para reagir quando já é tarde demais. Esse é um motivo comum para uma empresa não mudar de curso: a lógica económica do novo modelo é incapaz de competir com a do antigo.

Pseudo proximidade
Estratégias de mercado de proximidade procuram empregar alguma vantagem organizacional básica para a expansão em actividades correlacionadas – a venda de novos produtos aos clientes actuais, ou a venda de produtos actuais a clientes novos através de canais novos. Em geral são estratégias sensatas, mas no estudo descobriu-se muitos casos em que uma proximidade equivocada causou a ruína até de empresas consagradas.
Das apostas infrutíferas em proximidades estudadas surgiram quatro padrões: a aposta na proximidade era ditada por uma mudança no core business da empresa, não por uma grande oportunidade no mercado próximo; não conhecendo bem o mercado próximo, a empresa calcula mal as suas aquisições e administra mal os desafios competitivos; superestimar a força ou a importância dos recursos da empresa no core business; a empresa superestima o poder que tem sobre os clientes. O facto de alguém adquirir um serviço da empresa não significa que comprará outros.

Aposta na Tecnologia Errada
O enorme retorno de produtos e serviços revolucionários leva muitas empresas a uma procura incessante pelo próximo Google, próximo eBay, o próximo iPod. No estudo, percebeu-se que muitas estratégias que dependiam de uma determinada tecnologia eram erradas desde o início e nem a maior sorte ou sofisticação teriam evitado a queda.

Sede de consolidação
À medida que um sector amadurece, cai o número de empresas que nele actuam. Para as que restam, há incentivos em se unirem e reduzirem a capacidade e custos fixos, e ganhar poder na compra e na definição de preços. O estudo mostra que, às vezes, é melhor deixar que as outras sigam para a consolidação.
A estratégia de consolidação está sujeita a vários tipos de erros: ao mesmo tempo que compra os activos a empresa pode estar a comprar também problemas; a complexidade maior pode levar a deseconomias de escala; risco de que a empresa não consiga segurar os clientes adquiridos, sobretudo se mudar a proposta de valor; pode haver alternativas preferíveis a ser consolidadora do mercado.

Compras em Série
A ideia base das aquisições em série é juntar pequenos negócios para criar uma empresa com maior poder de compra, marca mais reconhecida, custo de capital menor e publicidade mais eficaz. Mas estudos mostram que mais de dois terços desses processos não produzem nenhum valor para o investidor. É comum esse tipo de estratégia não prever tempos difíceis, que são inevitáveis.

A maioria da pesquisa administrativa concentra-se em empresas de sucesso, na tentativa de generalizar a partir das suas tácticas e estratégias. Os executivos procuram nas empresas saudáveis as melhores práticas que possam imitar. A pesquisa efectuada no estudo aqui mencionado tentou conferir dados que outros tendem a ignorar: empresas que tentaram fazer o mesmo que as vitoriosas e que acabaram com péssimos resultados. Sabe-se que uma empresa pode aprender com os erros se tiver os incentivos certos.

 

FIDUCIAL abre nova unidade em Lisboa
 
A Fiducial Portugal tem um novo escritório na capital, localizado na Av. Liberdade.

A rede internacional de escritórios de Contabilidade e Apoio à Gestão a actuar em Portugal, conta desde Setembro com mais uma unidade, tendo apostado numa das zonas centrais da capital para expandir a sua oferta de serviços. Com a ambição de abrir o próprio negócio, Arlinda Veiga e Carlos Garcia tornaram-se parceiros da rede e abriram a mais recente unidade Fiducial, a funcionar na Avenida da Liberdade em Lisboa.

Os sócios lançaram-se nesta parceria sabendo que terão de enfrentar um grande desafio, «mas o retorno quer do ponto de vista económico, quer do ponto de vista de realização pessoal, tem um enorme potencial», afirmam com a certeza de que o seu espírito de iniciativa os fará crescer no mercado. Segundo Arlinda Veiga e Carlos Garcia, a escolha para esta parceria recaiu na Fiducial por reconhecerem esta marca «como o melhor parceiro nacional neste sector de actividade». Com este pressuposto afirmam que pretendem crescer e «alcançar uma carteira de clientes com volume suficiente para garantir a sustentabilidade da empresa, bem como notoriedade local», para se tornarem numa referência na rede e no mercado.

Para isto consideram ter já vantagens a oferecer aos seus clientes: experiência profissional anterior nas áreas de Direcção Financeira e de Consultoria de Gestão, que irão colocar ao dispor dos clientes, actuando como a Direcção Financeira e de Gestão, que algumas empresas não conseguem suportar internamente.

Este novo escritório, localizado na Rua de São José, 149, 1º Esq., contribui para o sucesso da rede FIDUCIAL, através de um serviço personalizado e de elevado valor acrescentado para os seus clientes. A abertura de mais uma unidade da FIDUCIAL em Lisboa, vem consolidar a posição estratégica da rede nacional de escritórios de Contabilidade e Apoio à Gestão, e dá seguimento à sua política de expansão nacional.

Para mais informações contactar:

Arlinda Veiga | Carlos Garcia | 213 461 217 | av.liberdade@fiducial-portugal.com |
| www.fiducial-portugal.com


Contribuintes na lista dos devedores ultrapassam já os 13 mil
 
DGCI alterou alguns critérios

A lista dos devedores que foi actualizada com mais de 1.400 contribuintes, passou a contar no seu total com um número superior a 13 mil devedores, avançou o ministério das Finanças. Desde o início do ano já foram incluídos nesta lista cerca de 8.000 devedores, pelo que o total dos devedores que já constaram da lista publicitada na Internet ultrapassou os 21 mil (incluindo os que já dela saíram) desde que foi criada.

A verdade é que desde Julho de 2006, data em que foi publicitada a lista dos devedores, já foram efectuados pagamentos pelos contribuintes notificados no âmbito da publicitação no valor de 520 milhões de euros, dos quais 220 milhões foram pagos desde Janeiro do corrente ano de 2008, acrescenta uma nota do ministério das Finanças, enviada às redacções.

«A inclusão de devedores é efectuada após um criterioso processo de selecção e análise de todos os processos dos contribuintes. O procedimento de publicitação tem início com a notificação ao devedor do projecto de inclusão na lista, para que estes exerçam, querendo-o, o direito à audição antes da decisão definitiva de publicitação. Até hoje foram entregues mais de 34 mil notificações», referem.

 

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Dia
Evento
10

IVA

Regime normal mensal - Fim do prazo de entrega das declarações relativas às operações efectuadas no mês de Agosto no exercício da sua actividade, no ano civil anterior

Modelo 11

Fim do prazo da entrega da declaração modelo 11 pelos Notários, Conservadores, Secretários Judiciais, e Secretários de Justiça das relações dos actos praticados, no mês anterior.

15

Taxa Social Única

Contribuições relativas às remunerações do mês anterior.
20

IRS/IRC e Imposto de Selo

Fim do prazo de entrega da Declaração de Retenções na Fonte IRS/IRC e Imposto do Selo com as retenções efectuadas no mês anterior.

Data limite do pagamento das retenções efectuadas no mês anterior, declaradas na Declaração de Retenções na Fonte de IRS/IRC e Imposto do Selo.
31

IRC - PAGAMENTO POR CONTA

Segunda prestação do Pagamento Especial por conta relativo ao exercício do ano 2008, para as entidades que exerçam actividade comercial, industrial ou agrícola e não residentes com estabelecimento estável, excepto os sujeitos passivos abrangidos pelo regime simplificado.

Imposto Municipal sobre Imóveis

Pagamento da segunda prestação, quando não tenha sido paga a totalidade do imposto devido na primeira prestação.

 

Notas:

As datas das obrigações fiscais aqui indicadas não contemplam a existência de feriados municipais. Este calendário foi concebido de acordo com a legislação em vigor à data da sua disponibilização. Os artigos contidos nesta newsletter constituem informação genérica e podem não estar adaptados ou não serem enquadráveis no seu caso concreto. Para obter aconselhamento de gestão, contabilístico ou fiscal personalizados, por favor, não hesite em contactar-nos.
 
 
 

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